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Entrada Passeios Internacionais 2011 Mérida e P. Nacional de Cabañeros

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Merida e Parque Nacional de Cabañeros

Olá,

Este passeio surgiu como dizem os Americanos…”Out of the Blue”.

Apesar de recentemente ter-mos regressado de férias, o regresso ao trabalho
foi violento o que num instante nos recolocou na situação pré-férias, ou seja,
estávamos a precisar de novo de outros ares.

Costumo dizer que há solução para tudo, menos para a morte.

A solução era um fim-de-semana a dois. E assim foi.

Temos o hábito de partilhar a tarefa de organizar os passeios/viagens:

- Juntos definimos o destino
- Eu trato do respectivo percurso
- A Patrícia, os locais a visitar nas redondezas, o alojamento, os eventos
disponíveis, mapas, contactos, etc…

Tem funcionado bem e “em equipa vencedora, não se mexe”.

Assim o destino desta vez seria a Mérida e ao Parque Nacional dos Cabañeros.


O plano era o seguinte:

- 05.Agosto - Sexta-feira após o trabalho arrancávamos e iríamos dormir a Mérida

- 06. Agosto - Sábado de manhã ficaria reservado para visitar Mérida com
partida para a seguir ao almoço para Horcajo de Los Montes. O caminho
não seria directo pois iríamos efectuar um “serpentear” à volta das várias
barragens até lá chegar.

- 07.Agosto – Domingo – Visita guiada ao Parque Nacional de Cabañeros
em 4x4 organizado pela empresa que gere o Parque. Este Parque Nacional
é conhecido como o “Serengueti Espanhol”.

E foi assim (para quem prefira ver o filme, eis o dito):




05.Agosto – Sexta Feira (Sintra – Mérida - 299Km)

Dia de trabalho complicado pois já tinha a mente noutro lado. 
Já estava em viajem mas o corpo ainda não. 17h30, hora de sair. 
Roupa de motovadiagem no saco, rápida troca na casa de banho 
do trabalho e toca arrancar para a garagem e ir buscar a mota.
Arrancámos por volta da 18h00 sem grandes pressas ou stress’s. 
Ponte 25 de Abril cheia mas de mota…..BELEZA….sempre a andar. 
Pouco há a contar acerca da viagem pois foi sempre de AE até Mérida. 
Chegámos por volta das 21h00. Direitinhos ao Hotel, arrumar a Mota na

garagem e procurar umas tapas.

A noite estava quente, sem vento e cheia de pessoas nas ruas.
Esplanada encontrada e vamos às coisas que não conhecemos mas
parecem boas…e eram…ó se eram.

Ora cá estamos nós:


Isto era de frango:


E isto de porco:


Delicioso. Depois de devidamente alimentados, uma curta volta para desmoer.

Mérida é um município da Espanha cidade capital da comunidade
autónoma da estremadura  nas margens do rio Guadiana. Fundada
em 25 a.c. com o nome de Emeritas Augusta, foi durante a ocupação
romana uma das mais importantes cidades da Península Ibérica,
capital da Lusitânia. Possui vários testemunhos desse passado,
tais como o teatro e o anfiteatro romanos, entre outros.





Muito haveria para ver mas o cansaço chegava e o plano era sábado
fazer a visita. Assim sendo, caminha.

 

06.Agosto – Sábado (Visita a Mérida e depois Mérida  - Horcajo de Los Montes 256Km)

Não sei se ainda stressado do trabalho ou não, mas passei a noite
em branco. Talvez fosse da antecipação do fim de semana 
pela frente…..bem, acordei cedo e como sou um tipo porreiro, 
acordei a minha sócia para nos fazer-mos ao caminho.

O Hotel em que ficámos (Hotel Cervantes) mesmo no centro da 
cidade, apesar de apenas 2*, era de um asseio e o pessoal de 
uma simpatia fantástica. Normalmente o custo de estacionamento 
em garagem do Hotel era de 6€+IVA, para a nossa mota….0 (zero). 
Aqui, uma discriminação positiva. Curiosamente, quase nenhum Hotel 
incluía o pequeno-almoço e este não era excepção. 

Tinha um café mesmo por baixo portanto, o incómodo foi como o 
custo da garagem, zero.
Duas tostas de tomatada (sem tomate) e apenas com o queijo e 
presunto, dois canecos de “café com leche” e dois sumitos de sumos 
de laranja para arranjar a energia necessária para iniciar um dia em cheio.

Vamos lá então:

O Hotel,


A Basílica e Santa Eulália




Aqueduto “Los Milagros”








Uma das pontes (existem várias sobre o Guadiana)


Esta é conhecida


O Alcazabe Árabe




Dois dos edificos mais bonitos (em minha opinião) da 
Plaza de Espanha




Diferente…esta Laranjeira tinha Laranjas maduras no interior 
e verdes no exterior…


O Arco Trojano


Os restos de uma Igreja de outrora


O Templo de Diana


Restos da presença Romana




A Casa De Mitreo








As casas funerárias da Casa de Mitreo


Apenas por piada


Mais uma bela construção e ainda por cima do ano certo


O Anfiteatro Romano 
(Debateram-se aqui Gladiadores, feras e ambos entre si)




Mesmo ao lado, o Teatro Romano 
(maus actores tinham acesso directo ao Anfiteatro com lugar na 1ª fila)  Lingua




Já na altura elas tinham a desculpa mais antiga do mundo… Labios fechados


E ainda o Circo Romano onde se faziam a s corridas ao estilo “Ben-Hur”


O outro aqueduto (não me recordo do nome)


Uma fachada diferente


Certinho ao minuto


Terminou aqui a visita a Mérida pois chegava a altura de nos pormos 
a caminho pois ainda havia “alguns” quilómetros por fazer e paisagens 
para ver. Almocinho à base de tapas…era qualquer coisa tipo corações…
ou rins…ou moelas...de qualquer maneira, gostei, um tortilha com presunto 
(como não podia deixar de ser) e umas batatas com ervas e um molho 
qualquer branco. Não faço ideia do que era mas cá estou para vos 
contar a história.  Wink



E damos aqui o inicio ao passeio até Horcajo de Los Montes.

Como havia dito, o trajecto foi definido de forma a circular o 
máximo de tempo junto às barragens. Água sempre que possível 
à nossa direita para a fotografa de serviço poder mostrar os seus 
dotes. Assim, ida pela esquerda e volta pelo lado direito das 
barragens. Havia uma parte do trajecto que já sabia de antemão 
que o piso era miserável (cerca de 20 Km) e decidimos fazê-lo à 
ida pois neste dia seriam cerca de 250 Km’s, no dia seguinte, 
o regresso a casa, 520 Km’s. 

Ajuda imenso o “Street View” pois dá para ter uma ideia 
destas situações.

Aquando do planeamento do passeio, deparei-me com uma 
curiosidade no mapa:

Uma “quase ilha rotunda”. Ora vejam.


Assim, acabámos por fazer um desvio de cerca de 30 Km só para…..
fazer a rotunda. A caminho…















E eis a dita…São cerca de 4 Km’s de rotunda com uma 
paisagem….MAGNIFICA.




Até deu para “apalermar”














Rotunda feita e siga….










Em algumas barragens, notamos a falte de algo…o que seria?






















A partir daqui acabou-se a bateria da máquina mas muito sinceramente…
não se perdeu nada pois aqui começaram os tais 20 Km’s de estrada 
(se é que se pode chamar aquilo de estrada) de um martírio inimaginável. 
Não sabia se me apetecia chorar, de dizer asneiras, de…sei lá. 
Foram 20 Km’s penosos com a 2ª velocidade metida e nunca acima 
dos 20 a 30 Km’s hora.

Meu deus. Lingua

No fim “daquilo”, foram mais cerca de 15 minutos de alcatrão 
lisinho até ao Hotel.

O Hotel tinha piscina o que nos permitiu refrescar após 
um dia fantástico.




Banho tomado e jantar. Jantámos no Hotel onde nos foi proposto 
pratos típicos da região:
Isto é uma “musse” de ovo mexido com murcela e pinhões, fraco 
aspecto mas um petisco…UI…UI


E depois umas “migas” regadas com uma gordura qualquer com…..
enfim, já comi melhor.


Para acabar foi uma “natilha” recomendada pelo Manuel Rezende. 
Bem bom. Aprovado. (Não há foto pois quando me lembrei…já era). Grin

E descanso. Ou não. Felizmente para nós, foi. E porque digo isto?
Ao que parece, naquele lugar ermo e perdido no mapa, todos as 6as e 
Sábados à noite, há RAVE’S num armazém mesmo em frente ao Hotel.

Felizmente ficámos virados para trás pelo que não ouvimos nada. Graças a deus.

 

07.Agosto – Domingo (Visita ao Parque Nacional de Cabañeros e depois, casa. 514 Km’s)

O dia iria começar cedo. Saída às 07h00 horas num 4x4 conduzido por um 
funcionário da empresa que gere o parque. 07h00 espanholas são 06h00 nossas, 
o que quer dizer que nos levantámos antes das 05h00 para a higiene, pequeno-almoço 
e seguir para o local de encontro (a cerca de 200 mts. do Hotel).
Pontualíssimos, chegámos nós e mais um casal que também esteve albergado 
no Hotel mas com o quarto virado para o armazém onde decorreu a RAVE. Coitados.

Arrancámos às 07h10 para uma aventura fantástica…ao Parque Nacional de Cabañeros, 
também conhecido como o “Serengueti” espanhol. 

Ficam aqui fotos…












Cores lindas, ar fresco, paisagem…diferente








A fauna…(isto não é um filme, dizia o guia, pelo que os “actores" podem ou não aparecer)








Que paisagem…


À minha procura?






Vejam lá se encontram os “wally’s” …




Este desgraçado corria que se desunhava…










Um local magnifico. 3 horas depois, terminou um passeio fenomenal. 
Chegara a hora do regresso. Não estávamos minimamente chateados 
pois iríamos regressar em passeio, desta vez, pelo lado direito das baragens…

Despedida dos Cabañeros…


E isto, foi o que me safou dos 34,5º de temperatura ao longo do passeio…


Estes coletes são para serem submergidos em água durante 
cerca de 2 a 3 minutos e vesti-lo …IMPRESSIONANTE….chamo 
a isto o “Ar condicionado” para motociclistas. Para quem anda 
ou andou ao calor, sabe que o calor quebra por completo o físico.
Com isto…minhas senhoras e meus senhores, como dizem os 
espanhóis…”NO PASSA NADA”. Só posso recomendar. 
Este colete foi-me oferecido pela Patrícia e sabem onde se 
pode adquiri-lo? Pois é, na MOCASMOTO. Só posso recomendar.  Wink
A caminho…Este passeio pelas barragens era suposto ser tudo 
em estrada boa mas……o Google só é actualizado de 
tempos em tempos e…..ai, ai.












Eis o que eu não esperava…


Eis o que eu pensei que fosse impensável.
Depois de uma vilareca, aparece-nos um sinal com a seguinte informação: 
“Estrada em obras ao longo de 14 Km’s”. Mas a estrada….onde está?


Foram cerca de 7 Km’s de terra batida e depois outros 7 à procura de alcatrão…..

Valeram as paisagens








Finalmente…alcatrão e toca a andar




Barragens muito abaixo do normal deixavam ver construções de outrora…






E paragem num local lindíssimo para comer uns “bocadilhos”




“Depósitos” atestados e AE em direcção a terras lusas. Ultima paragem para 
atestar em Badajoz e deparámo-nos com esta situação.






Enfim….chegado por volta das 18h00 a casa sãos e salvos.

Um fim-de-semana em cheio que nos “destressou” por completo.
Foram cerca de 1.100Km’s de limpar a alma.

Só posso recomendar.

Um abraço a todos,
Patrícia e João



 


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