| Pinguins 2010 |
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ao que iam, não deixaram de estar entusiasmado com 4 dias privados de qualquer conforto que para nós é um dado adquirido e muitas vezes não valorizamos. e neste ano foi de 07 a 11 de Janeiro. Nós regressámos no dia 10 (Domingo).
para os outros eram mais uns Pinguins que, conforme os anteriores, nos iria proporcionar óptimos momentos de confraternização e convívio. Foi com muita pena nossa (e de certeza mais para eles) pois quantos mais, melhor. Sentimos a vossa falta companheiros. fui tomar o pequeno-almoço e só o vi depois de regressar do mesmo. Chegam de seguida os restantes. que as temperaturas eram baixas mas sem chuva. aquecer e atestar pela ultima vez em terras lusas. O frio que se fazia sentir tirava por completo a sensibilidade dos dedos. Estava frio e ponto final. Pegámos num telefone, coloca-mo-lo em alta voz e, para quem passava, apenas se apercebia que haviam 7 marmanjos a cantar os parabéns a alguém. Valeu a pena pois ouvimos o nosso amigo a soluçar do outro lado do telefone. Porquê? Não sabemos. em Fuentes de Onoro no entanto o frio era tanto que decidimos parar na área de Serviço do Fundão. Não valia a pena nos martirizarmos pois o andamento era muito bom. mais barata e como era cedo (cerca de 11h00 da manhã) resolvemos fazer mais uns quilómetros e depois almoçar em qualquer lado. Foi um cozidinho de comer e……nunca mais. Não há gastronomia como a nossa. já era nosso conhecido. Tudo ainda calmo com muito espaço à escolha. O local que escolhemos foi óptimo pois tínhamos uma mesa e um banco e não era nem muito afastado do centro da concentração mas também não muito próximo. livro de instruções para a direita, pano vermelho aqui e azul ali. Ao fim de cerca de uma hora, todos tinham as suas “barracas” montadas e estava na hora de ir à lenha pois pelas previsões a temperatura ainda iria baixar mais. E assim foi. A luta inicial de atear a lenha húmida mesmo com as acendalhas e gasolina, não foi fácil. Este ano havíamos decidido levar grelhador e conteúdo. Chouriço, febras, pernas de frango, entremeada…um banquete autêntico. Nota ++ para um companheiro que adicionalmente levou: Alface, Cenoura descascada, fruta e um garrafão de vinho. Onde ele meteu aquilo tudo…só deus sabe. A minha tenda foi nomeada de “dispensa”. Assim seja. Havia espaço com fartura. damos a conhecer um pouco mais. Não há tabus e todo o tipo de conversa vem à baila. A língua não encontra fronteiras pois aqui, vale tudo. Excelente convívio. a bexiga ao rubro e o ruído ensurdecedor. Pouca vontade há para nos deitar-mos mas cada uma à sua hora o fez. São cerca de 07h30 locais e a vontade de sair da tenda enorme. Sou o primeiro a sair desta e pergunto: “Há alguém acordado?”. almoço e mais uns artigos do talho. A Vila fica a cerca de 15 minutos a pé. Dá para aquecer e ver o Rio Douro que com o Sol, fica lindo. No café, saí uma “tostada” e um “café com leche”. Normalmente é aqui que se aproveita para limpar a tripa pois uma sanita, é coisa que não existe no acampamento e as que existem, fazem passar a vontade. O decorrer do dia faz-se olhando para os viajantes a chegarem, a ver cada vez mais o espaço ao nosso redor a ser ocupado e com umas voltas pelo recinto. Aproveitei para comprar uns “funis” para os punhos pois a viagem, foi dura para as minhas mãos e o regresso, de certeza que não iria ser melhor. O grosso do tempo é passado à volta da fogueira. Hora de almoço e grelhador para cima das brasas. As horas passam e cada vez mais Pinguins vão chegando. São de todas as nacionalidades. de Vila Real. Um na sua Goldwing e outro na sua LT. Malta porreira e que também contribuíram para o festim com Alheiras Caseiras, vinho e castanhas. O companheiro da Golwing foi só ver tampas a abrir da Goldwing e material a sair de lá de dentro. Aquilo é mesmo grande. À noite à volta da fogueira também com estes companheiros era histórias de tempos passados, situações caricatas, aventuras de viagens e episódios da vida. Um pouco de neve começou a cair e nós esperançados mas…foi só mesmo um pouco. Um abraço para eles pois foram uns vizinhos à maneira. A música já se ouvia do recinto principal e prometia ir pela noite dentro. Engana-mo-nos, foi pela madrugada a dentro. Fizemos o passeio em passo lento. Um dos Pinguins, devido a uma indisposição não nos pode acompanhar com muita pena nossa mas nestas coisas mais vale não arriscar. Um espectáculo da natureza. as touradas. Os habitantes destas casas, eram obrigados a abrir as portas de sua casa em dias de espectáculo e deixar entrar os espectadores. Fora do normal mas fazia sentido uma vez que não haviam bancadas. Começou então a procura de um restaurante. Perguntamos a dois “companeros” que estavam de carro onde poderíamos comer e estes foram IMPECÁVEIS: Ligaram para um restaurante e melhor que nos indicar o caminho, levaram-nos lá de carro em duas viagens (três de cada vez). Malta porreira. No final fomos convidados pelo proprietário do restaurante a visitar as suas caves de vinho. Alem do vinho, ali também eram servidas refeições quando necessário. Fantástico. particularidade: foi construído em formato de navio. De facto, um Castelo lindo. motas a entrar e sair do recinto. Realmente há muito Pinguim em Espanha. agradável, era ao pé da fogueira. Convivo, convívio e mais convívio. Musica, música e mais música…até de madrugada. o acampamento e o resto da tralha. Carregar as motas e…a caminho. Nas placas electrónicas de informação das AE apenas se lia
de 200Km de viagem caso fosse por Lisboa. Veio-se a verificar como sendo um erro mas vá-se lá adivinhar. nosso trajecto.
Foi lindo, uma experiência incrível mas também com algum Stress pois foi a primeira vez. Curioso foi que em Espanha toda a AE estava impecável e viam-se limpa-neves para cima e para baixo. Entrando em Portugal a única coisa que vimos, foi a informação nos painéis electrónicos com a mensagem “Circule pela via da direita”. já não se viam devido ao gelo acumulado e para aquecer um pouco a alma. A neve era densa e a visibilidade era pouca. Eu liderava a comitiva e pouco depois de arrancar, deixei de ver os meus companheiros. O que teria acontecido? Pensei o pior mas não parei pois a visibilidade era muito deficiente e estava com receio de parar na AE. Via luzes ao fundo e pensava que eram eles…não eram. Sempre a 60 Km/h aguardava por eles e a minha ideia era de parar na Área de serviço seguinte e ligar a eles. Felizmente apareceram e seguimos viagem. que haviam feito uma paragem na AE pois uma Deauville havia acendido a luz do óleo. Verificou-se que teria sido da baixa temperatura. Nada de grave. seria mais intenso e mais perigoso para fazer em grupo. o companheiro de Faro. Cerca das 20h00 ligou-me e informou-me que teria ficado retido antes de Cáceres devido a um forte nevão. Não estava só o que me deixou mais tranquilo. Tinha-se juntado ao pessoal do MCF (Moto Clube de Faro). Teve infelizmente de passar a noite numa Área de Serviço. Chegou são e salvo no dia seguinte. negativas custou-me um dente (“matei-o” segundo a minha médica devido à pressão durante horas sobre o mesmo devido ao frio, uma testa pelada e umas mãos completamente doridas (apesar de punhos aquecidos, luvas e “funis”). Já tinha uma ideia acerca deles e esta confirmou-se. São dos nossos. Dos outros participantes , já o havia confirmado na nossa primeira incursão aos Pinguins. desta época, para acampar com temperaturas negativas, para prescindir-mos do conforto e dos nossos familiares. |













































