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Olá,
Hoje foi um dia especial. Especial por diversas razões.
Hoje foi o dia em que fiz um passeio com aquela pessoa que me confiou uma mota pela primeira vez. O meu grande amigo Correia. Melhor ainda, hoje fiz o passeio com a mota com a qual andei pela primeira vez há 24 anos.
Eis a dita, uma Mini Honda de 4 Velocidades:
 Este passeio tornou-se ainda mais especial pois foi feito com duas Hondas: A Mini Honda (conduzida por mim) e um Honda CY80, conduzida pelo meu amigo Correia.
 A primeira, em fase de restauro, necessitava de ser testada pois havia sido alterado o sistema de ignição (CDI ao invés dos originais platinados) o que se tornou motivo mais que suficiente para o passeio.
A Segunda, já restaurada, para teste final.
Ambas umas “relíquias” com cerca de trinta e poucos anos mas em óptimo estado, a serem restauradas pelo meu amigo Correia em conjunto com a oficina bastante conhecida no mundo das motos: a J.Saraiva Performance:

Ora bem, o trajecto à partida era simples: Amadora – Cabos Ávila – Marginal até ao Estoril e regresso. O que parecia ser um passeio normalíssimo, acabou por se tornar um conjunto de peripécias engraçado. Vamos a isso.
Arrancámos da Amadora em direcção aos Cabos Ávila. Havia que testar a velocidade máxima da Mini Honda para ver se o sistema de ignição funcionava bem. Esta, em plena recta do Hipermercado “C”, atingiu os 80Km/h (segundo o velocímetro). Ao descer os Cabos Ávila, um pouco mais.
E eis o susto…um Primera encostado junto à saída para a CRIL…pois…RADAR. 
Acho que morria a rir se fosse apanhado pelo dito radar em excesso. Felizmente apercebemo-nos atempadamente. Mas houve muitos automobilistas que não. 
Passado este primeiro susto, descemos até à Marginal e aqui….beleza…foi curtir a paisagem. 
Chegados ao Estoril, meia volta e paragem para um café e descansar as mãos. (Monocilindricas vibram que se fartam).  Aproveitamos para uma pequena sessão fotográfica que aqui partilho.
Nós
 E “elas”




 O feliz “restaurador” proprietário 
 O feliz contemplado "test-pilot" 
 Estava na hora de voltar. Com este tipo de mota, 50Km são bem diferente que de Deauville ou Lt. 
Então toca a regressar…e aqui começaram as peripécias. A regressar (via Marginal novamente), a minha Mini Honda começou a “engasgar-se” e já com dificuldade chegava aos 70Km/h. Começou então a fazer um barulho tipo metálico o que me levou a reduzir ainda mais. Saídos da Marginal, encostámos para ver o que se passava e verificámos que tinha perdido um parafuso (a mota, não eu ) da tampa da corrente.
Solução mais fácil, apertar o outro parafuso restante
 Pois. Foi mesmo a mais fácil mas não a correcta. Ao fazer isto, a tampa “enjambrou”, a corrente andava a roçar na tampa e não permitia eu meter a 2ª velocidade….toca a parar outra vez e tomar medidas mais drásticas…FORA COM A TAMPA

 Ficou a trabalhar que nem beleza….mas…outro problema: “Como vamos levar a tampa ”
Pois, é que estas motas não tem Top Case nem Malas Laterais….Solução: fui a uma Loja (neste caso uma padaria) e pedi 2 sacos de Plástico. Um para a Tampa, o outro para atar a tampa ao “porta couves” da CY.


Os nossos agradecimentos às Sras. da APAPOL (não passo a publicidade). 
Ao arrancar, a CY não lhe “apetecia” pois havia-se afogado. Teve de pegar de empurrão e…”catrapumba”…amigo Correia no chão. Para não riscar a CY, ficou por baixo dela. Não se aleijou e eu só conseguia dizer: “Então Correia? Já não tem 20 anitos…" (enquanto me ria que nem um perdido). 
Levantou-se, a CY pegou (como agradecimento pela “almofada” ) e daqui até à Amadora, o único cuidado que eu tinha de ter era não meter os pezinhos onde não devia pois a tampa de protecção não existia.
Chegámos bem e contentes. Não há dúvida, Honda não pára. 
Foi uma manhã excelente. Foi uma manhã diferente. Foi uma manhã que não me esquecerei.
Um abraço a todos,
Eu
 O Correia
 E “ambos nós os quatro”

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